Consultório médico ginecólogo

Florian Th. Davidis, especialista para ginecologia e obstetrícia (FMH)
Gerbergasse 14, CH-4001 Basel
Tel. +41 (0)61 261 55 55

 

Informações para pacientes

 


A Primeira Visita ao Ginecologista

A primeira visita ao ginecologista costuma ser motivo de muita fantasia e apreensão para as adolescentes. Significa, em parte, assumir que se é mulher, e não mais criança, e esta decisão é, muitas vezes, tomada pelas mães e não pela menina.

O momento certo para a primeira visita ao ginecologista é aquele em que a adolescente manifestar vontade de consultar um especialista, seja por que tem alguma queixa ginecológica, seja por que tem alguma dúvida que não conseguiu esclarecer com seus pais.

Via de regra, esta manifestação acontece quando a menina está pretendendo iniciar sua vida sexual e deseja saber mais sobre anticoncepção. Na maioria das vezes, elas vão sozinhas. Se possível, preferem a companhia de uma amiga.

Na primeira visita ao ginecologista de uma menina ainda virgem, não se faz exame ginecológico completo. É feita uma entrevista, seguida de exame clínico e observação dos caracteres sexuais secundários. No caso de queixa ginecológica, é possível que seja pedido um exame de ultrassonografia pélvica via abdonominal.

Os exames ginecológicos só devem ser feitos com o consentimento expresso da menina ou em caso de queixa em que se tornem imprescindíveis. O exame forçado pode levar a problemas futuros no relacionamento da menina com o médico, com abalo de confiança e trauma psicológico.

O retorno ao médico depende da necessidade: a menina deve voltar ao consultório na medida em que tenha dúvidas ou queixas. Se já tem vida sexual ativa, a freqüência ao ginecologista deve ser anual.

As principais razões que levam uma menina ao ginecologista, pela primeira vez, são: as inseguranças em relação as mudanças do corpo, o ciclo menstrual, questões sobre sexualidade, higiene íntima, métodos contraceptivos, doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), AIDS, dúvidas sobre a idade certa para menstruar, menstruação dolorosa ou irregular, dores na barriga fora do período menstrual, irritações, corrimentos vaginais não habituais, nódulos ou lesões incômodas, ardor ao urinar, líquido ou nódulo no seio, início da vida sexual com dúvidas sobre contraceptivos e planejamento familiar.

De qualquer maneira, não é necessário ter uma razão concreta para consultar um ginecologista pela primeira vez: basta que a jovem pretenda obter mais informações sobre seu corpo e as mudanças típicas da puberdade.

Por outro lado, não deve haver hesitação quando alguma coisa não parece certa, para se marcar uma consulta, onde sempre se deve revelar ao médico qualquer coisa que sinta como anormal, visando facilitar o diagnóstico.

Geralmente o medico faz perguntas sobre a idade que ocorreu a primeira menstruação; presença de problemas ginecológicos graves (infecção genital, quisto no ovário, nódulos ou caroços nos seios); utilização de contraceptivos, quais, por quanto tempo e como se sentiu; gravidez; presença de doenças sérias ou operações cirúrgicas; vacinação contra rubéola e hepatite B; presença de hipertensão, diabetes, altas taxas de colesterol e câncer de mama na família; entre outras.

Em cada nova consulta, o médico deverá perguntar quando foi a última menstruação, se sente algum problema específico, se surgiram dores ou ardências espontaneamente ou durante as relações sexuais, Saber se a adolescente começou a fumar ou se trocou de namorado, também são perguntas que habitualmente são feitas.

Naturalmente, algumas questões da vida amorosa aparecerão durante uma visita ao ginecologista e mesmo que pareçam indiscretas, podem ajudar o médico a saber em que condições a pode examinar, qual o tipo de contraceptivo mais indicado e se deve se preocupar com o risco de doenças sexualmente transmissíveis.
As orientações básicas para a consulta ginecológica se resumem em: Não marcar consulta durante o período menstrual, pois dificultará o exame, fazer uma higiene adequada, mas sem exageros, responder calmamente as perguntas, tranqüilidade e abertura durante a consulta, para que o médico possa ajudar a solucionar os problemas.

Copyright © 2007 Bibliomed, Inc. 8 de Março de 2007.

Ginecologista


"Ramo da Medicina que trata da constituição e das doenças privativas das mulheres"


Fonte: Dicionário Michaelis

O que é ser um ginecologista?

O ginecologista é o médico especializado no tratamento da saúde da mulher da infância a terceira idade. Esse profissional cuida e previne doenças do sistema reprodutor feminino (útero, vagina, ovários e tubas uterinas). Esse profissional também diagnostica outras doenças, como do aparelho digestivo, coração, osteoporose, etc. sendo considerado como um "clínico" da mulher. O ginecologista é um médico de muita confiança para sua paciente o que faz com que ela traga assuntos que não têm ligação com a consulta, e ele precisa estar sempre preparado para dar esse tipo de suporte.

Quais as características necessárias para ser um ginecologista?
Para ser um ginecologista, além de todo o conhecimento adquirido na faculdade de medicina, também é necessário que o profissional entenda de psicologia, principalmente a da mulher, para assim se integrar cada vez mais.

Além disso, outras características interessantes são:

· gosto pela medicina e pelas ciências biológicas
· capacidade de observação
· capacidade de organização
· responsabilidade
· metodologia
· facilidade para lidar com as pessoas
· pró-atividade
· dinâmica
· interesse pelos sistemas do corpo humano
· discrição
· autocontrole

Qual a formação necessária para ser um ginecologista?

Para ser um ginecologista é necessário possuir diploma de curso superior em Medicina, com duração de seis anos, e posterior especialização (equivalente a pós-graduação) e residência na área de Ginecologia e Obstetrícia de alguma instituição de saúde com duração de três anos. O curso de Medicina engloba matérias como: anatomia e fisiologia dos diferentes sistemas do corpo humano, biologia, bioquímica, biologia molecular, genética, patologia, medicina preventiva, farmacologia, epidemiologia, psicologia médica, ente muitas outras matérias que tratam de todos os sistemas do corpo e especializações da medicina. É importante que o profissional se atualize constantemente por meio de cursos, palestras e workshops, para se manter sempre informado sobre novos métodos e técnicas de tratamentos e diagnóstico.

Principais atividades de um ginecologista

· realizar consultas com as mulheres
· orientar as mulheres sobre a importância da consulta periódica com o ginecologista, da realização de exames, dos cuidados com doenças sexualmente transmissíveis
· fazer perguntas sobre a história familiar
· examinar o funcionamento dos sistemas infantis
· verificar queixas
· diagnosticar possíveis moléstias
· solicitar exames detalhados
· receitar o tratamento adequado em cada caso
· acompanhar o tratamento, verificando melhora do quadro clínico e mudanças necessárias no método de tratamento
· acompanhar tratamentos mais específicos com outros médicos

Áreas de atuação e especialidades

O ginecologista trabalha sempre com mulheres, na área clínica ou hospitalar, seja da rede pública ou privada.

Esse profissional pode trabalhar de duas formas:

· na ginecologia: é a área voltada aos cuidados com a saúde da mulher.
· na área obstetrícia: essa área é responsável por estudar a reprodução na mulher. Investiga a gestação, o parto e o puerpério nos seus aspectos fisiológicos. obstetra é o médico especialista que cuida do desenvolvimento do feto, além de prestar assistência à mulher nos períodos da gravidez e pós-parto (puerpério).

Curiosidades

História da Ginecologia

No plano das condições de possibilidade que permitiram o surgimento da ginecologia no século XIX, a primeira observação a ser feita refere-se às conseqüências particulares que os progressos técnicos tiveram nesse caso. Sem dúvida, a assepsia, a anti-sepsia e a anestesia foram revolucionárias para a medicina em geral, mas foram as condições técnicas básicas para que essa nova especialidade se produzisse. Até essa época, a ginecologia, ou seja, o estudo e tratamento do aparelho reprodutivo e das doenças femininas, confundia-se com a obstetrícia. Ao longo do século, esses dois ramos da medicina vieram a constituir disciplinas separadas. Na verdade, quando se considera a bibliografia sobre o assunto, raramente se encontra exemplos que analisem essa distinção. Os historiadores da medicina acabam colocando no mesmo conjunto as duas especialidades que tratam da mulher. Não são consideradas as especificidades do desenvolvimento de cada uma ao longo do século XIX e, particularmente, as condições que fizeram com que a ginecologia viesse a se distinguir.


Fonte: ImpactoRS

 

 

 

31.01.2012